Finanças 60+ em 2026: um dos mercados mais quentes do financeiro brasileiro

Atualmente temos 37 milhões de pessoas com mais de 60 anos ocupando a população brasileira, e esse grupo de pessoas concentra 35% da riqueza financeira do país. Ou seja, eles dominam boa parte da riqueza financeira brasileira e são uma grande oportunidade para bancos e instituições financeiras.

Bancos que tratam clientes 60+ apenas como “clientes de poupança” estão perdendo dinheiro ao não dar mais visibilidade a esse grupo. No período entre 2025 e 2026, o jogo mudou e o interesse agora é em “como viver 25 anos aposentado sem parar por perrengues.”

Esses clientes apenas desejam aproveitar a sua aposentadoria sem nenhuma preocupação, e instituições bancárias que não atendem a isso estão perdendo muitas oportunidades de crescimento e lucro.

Leia mais a seguir.

Principais mudanças em bancos

Os bancos têm realizado algumas ações para garantir o melhor conforto e segurança para clientes 60+.

Têm oferecido patrimônio alto, em que o saldo médio em investimento é 4 vezes maior que o de clientes mais novos.

Também oferecem baixa inadimplência e podem escolher o banco em que possam deixar heranças.

Disponibilizaram canais diretos e com maior facilidade para esses clientes, oferecendo explicações diretas e caras. Por exemplo, em atendimentos via WhatsApp, eles têm respostas claras para evitar sobrecarregar esses clientes.

Caso a empresa prefira modelos mais digitais, como catálogos digitais e anúncios, elas garantem que as letras sejam grandes, legíveis e com um bom contraste de cores.

A segurança também é um fator valorizado; afinal, às vezes não são clientes que administram sua vida financeira, mas algum parente próximo.

É importante demonstrar segurança e garantir que não haverá nenhum problema no futuro.

Para passar essa segurança, é importante fazer questão de explicar detalhadamente como funcionam as políticas do banco e como cada uma de suas ferramentas funciona.

Um atendimento humanizado, com paciência e escuta ativa, muda tudo. Deixe o cliente falar sem interrupções e esclareça todas as dúvidas com calma.

Esses detalhes fazem total diferença na escolha de seus clientes.

Como garantir a confiança de seus clientes?

1. Implementar segurança proativa contra golpes.

As chances de golpes e fraudes contra idosos são muito comuns, então a instituição financeira deve garantir segurança para não deixar seus clientes caírem em fraudes.

A vulnerabilidade a crimes digitais é uma das principais barreiras para o público sênior. Para garantir a confiança e a segurança dos clientes idosos, é preciso:

Alertas automatizados: notificar o cliente via SMS ou ligação automática sobre transações suspeitas.

Bloqueios preventivos: reter transferências via PIX de valores alocados para novas contas até a confirmação direta do titular.

Limites personalizados: facilitar a redução e o controle de limites diários para transferências e saques nos canais digitais.

Biometria facilitada: usa reconhecimento facial ou digital para substituir senhas complexas e esquecíveis.

2. Oferecer atendimento multicanal.

Apesar de transitarem entre o digital e o físico, clientes 60+ preferem atendimento humano quando encontram problemas.

Para garantir isso, opte por:

– Linha telefônica direta;

– Agências acessíveis;

– Botão de ajuda: incluir um botão de chamada de vídeo ou áudio humano diretamente dentro do aplicativo bancário.

3. Interface e comunicação simplificadas.

Evite termos em inglês e telas poluídas, opte por uma abordagem prática e objetiva e aplique isso na interface do aplicativo bancário também.

– Linguagem direta;

– Aplicativo simplificado;

– Comprovantes legíveis;

Principais erros que bancos e investidores cometem.

Os principais erros que costumam cometer ao atender clientes 60+ envolvem a digitalização forçada, falta de clareza nos custos e oferta de produtos inadequados.

Esses deslizes destroem a confiança e podem acabar em atritos jurídicos e reputacionais graves.

Erros críticos dos bancos:

Digitalização compulsória: eliminar totalmente o atendimento humano e forçar o uso de aplicativos ou caixas eletrônicas.

Menus telefônicos infinitos: criar sistemas de teleatendimento complexos que confundem e estressam o cliente.

Falta de acessibilidade digital: aplicativos com letras pequenas, baixo contraste e botões próximos uns dos outros.

Venda casada oculta: adicionar seguros ou títulos de capitalização em empréstimos sem o consentimento claro do cliente.

Negligência com a segurança: culpa o cliente, vítima de golpes sofisticados, em vez de oferecer suporte e travas preventivas.

Erros críticos de investidores e assessores.

Desrespeito ao perfil de risco: oferecer produtos voláteis complexos para quem precisa de liquidez imediata e preservação de capital.

Uso excessivo de jargões: explicar investimento usando termos técnicos em inglês que afastam o cliente.

Subestimar a autonomia do cliente: tratar o idoso com infantilização ou falar diretamente com os filhos — a não ser que sejam os filhos ou outro parente que gerenciam a conta — e ignorar a capacidade de decisão do titular.

Esconder custos e taxas: omitir taxas de administração, taxas de desempenho ou o impacto do Imposto de Renda no resgate.

 

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